Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de maio de 2024 · 2 min de leitura ·

As órbitas dos satélites: variedades e finalidades

As órbitas dos satélites: variedades e finalidades

Quando pensamos de pronto nos satélites, temos em mente que eles estão em distâncias bastante elevadas, mais ou menos em um mesmo estágio de “longe das nossas cabeças”. A situação é um pouco mais complexa e lembra, de certa forma, a organização existente na aviação civil: múltiplos aviões podem estar próximos, desde que cada um em uma altitude diferente para que uma aeronave não ofereça riscos a outra.

Nos satélites chamamos esta distância entre cada camada de altitude como tipo de órbita. Eu disse ser mais complexo e realmente é, pois o espaço entre cada uma permite funções diferentes para cada satélite, incluindo a eficiência de seu trabalho. De forma resumida, podemos dividir os satélites em três órbitas distintas.

A primeira é chamada de Órbita Terrestre Baixa (LEO, em inglês) e nela você pode colocar seu satélite em altitudes de até 2 mil quilômetros da superfície. Alguns exemplos de satélites que estão (ou já estiveram) neste patamar são o Sputnik-1 (primeiro satélite artificial lançado), a Estação Espacial Internacional, a antiga estação russa Mir e o telescópio Hubble.

Satélites e estações nesta região circulam a Terra em cerca de 28.000 km/h e no caso da Estação Espacial Internacional, a velocidade confere um período de transação de mais ou menos 90 minutos. Como a distância até a superfície do planeta é menor, tudo que está em baixa órbita tende a sofrer mais desgaste por conta da maior quantidade de atrito com a atmosfera.

Neste local, existem vantagens e desvantagens. O lado positivo é a baixa latência para comunicações e maior resolução para satélites que fotografam a Terra, especialmente útil em mapeamento e monitoramento ambiental. Por outro lado, como a velocidade é grande, para que o serviço funcione corretamente é necessária uma quantidade maior de satélites, para cobertura global contínua.

Como o arrasto atmosférico é maior, a vida útil de todos os satélites nesta órbita baixa é menor. Com isso a empresa tem mais custos para reajustes de órbita ou substituições corriqueiras. Em outras palavras, a companhia vai perder alguns deles e precisa lançar novos para substituir.

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