
Desde a escola, estudamos a suposta invasão engenhosa dos gregos à cidade de Troia a partir de um cavalo de madeira disfarçado de presente aos troianos. Daí veio a expressão “presente de grego”, ou seja, quando nos acontece algo de infortúnio, que não esperávamos, coisa ruim.
Mas, será que essa icônica história realmente aconteceu? Em primeiro lugar, vale ressaltar: são poucas as evidências de que isso foi real. A seguir, contamos como foi a história do cavalo de Troia, caso você não se recorde, ou não conheça.
Mas há um porém, como lembra o Space.com: os arqueólogos não encontraram, até hoje, nenhuma evidência sólida que comprove a Guerra de Troia, tampouco seu final inesperado.
A informação que temos de Troia é que ela seria uma cidade da Idade do Bronze onde se localiza, atualmente, Hisarlık, oeste da Turquia, descoberta pelo explorador alemão Heinrich Schliemann na década de 1870.
Ao ser escavado, o local tinha algumas pontas de flechas e evidências de fogo em camada de sedimentos de cerca de 1.200 a.C., data esta que se aproxima da que o poeta Homero cita em seu grande poema, “Ilíada”, podendo sugerir antiga batalha na região. Mas fica difícil vincular o que foi descoberto ao cerco à cidade, que teria durado uma década.
Já o gigantesco cavalo de madeira é citado brevemente por Homero em “Odisseia”, sendo que a primeira efetiva descrição do objeto surge em “Eneida”, do poeta romano Virgílio. O problema é que esse relato mais detalhado surgiu mais de um milênio após o suposto ocorrido.
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