
Quando meteoritos adentram a atmosfera terrestre boa parte deles evapora, se algo chegar até a Terra são pequenos pedaços de rocha e minério. Mas será que é só isso mesmo? Existem alguns relatos de um material gelatinoso e translúcido encontrado em campos e pântanos após o avistamento de uma estrela-cadente. Ele é chamado de “astromixina”, “geleia estelar”, “geleia astral” ou “podridão estelar” e durante algum tempo acreditou-se ser um produto do céu, mas, na verdade, sua origem é mais sangrenta.
Segundo o IFLScience, os relatos da geleia estelar em grande maioria aconteceram no Reino Unido e no restante da Europa, mas existem histórias desse material nos Estados Unidos e até mesmo no Brasil.
A reentrada na atmosfera expõem os meteoritos a altíssimas temperaturas, as quais são impossíveis que substâncias gelatinosas sobrevivam. Assim, uma coisa é certa, a geleia estelar não é espacial.
Na verdade, as explicações do que é o material gelatinoso começaram a surgir já no século 17, durante a Revolução Científica. Os cientistas pensavam que a substância poderia ser um fungo, sêmen de carneiro ou rãs dissolvidas, visto que em algumas vezes foram encontrados ossos em meio a geleia.
Naquela época, um pesquisador, Christopher Merrett, concluiu ser certo que a geleia estelar era restos de um anfíbio mastigado por vacas. Depois disso, conclusões parecidas foram feitas por outros cientistas.
Anos depois, outras teorias foram levantadas do que poderia ser a substância, como um subproduto de cianobactérias, corpos frutíferos de fungos viscosos ou vômito de pássaros e mamíferos. No entanto, no fim a resposta sempre levava a sapos.
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