
Um estudo publicado terça-feira (7) na revista científica Geophysical Research Letters traz à tona um tema controverso entre os geólogos: a formação das placas tectônicas. Embora se saiba que esses enormes blocos litosféricos que compõem a crosta terrestre são fundamentais para a compreensão da dinâmica do nosso planeta, como exatamente eles se formaram é objeto de debate acalorado entre os especialistas.
A teoria mais aceita até agora sugere que a formação das placas tectônicas foi desencadeada por uma gigantesca colisão cósmica há 4,5 bilhões de anos, que foi capaz de agitar o manto terrestre sem provocar uma reciclagem completa da crosta. Na ocasião, um protoplaneta chamado Theia seria se chocado com a Terra e, inclusive, formado a Lua.
Essa ideia ganhou força ao longo dos anos, mas enfrenta resistência de uma parcela significativa da comunidade científica. Alguns pesquisadores levantam dúvidas sobre a razoabilidade de uma colisão tão violenta ter acontecido sem resultar na completa reestruturação da crosta terrestre.
Além da hipótese da colisão, outras teorias sobre a formação das placas tectônicas têm sido propostas no decorrer dos anos. Algumas sugerem que as placas se originaram de processos radicalmente diferentes, como o aquecimento e a expansão da Terra até o ponto em que sua crosta se rompeu. Outra hipótese propõe que forças gravitacionais tenham rasgado a superfície rochosa do planeta, dando origem às placas tectônicas.
Assim como a teoria da tectônica de placas está em constante refinamento, a compreensão sobre como elas se formaram inicialmente permanece um enigma. O estudo recente adiciona mais um elemento à complexa tapeçaria dessa questão, destacando a necessidade de mais pesquisas e debates para esclarecer esse importante aspecto da geologia planetária.
Evidências prévias indicam que os processos no manto terrestre que deram origem à subducção, em que uma placa tectônica mergulha sob outra no manto, começaram aproximadamente 200 milhões de anos após o impacto teórico de Theia.
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