
Um dos efeitos das mudanças climáticas é a frequência maior de chuvas torrenciais e enchentes. É o que estamos observando neste momento no Rio Grande do Sul, que enfrenta a maior tragédia climática da história do estado, com mais de 100 mortos e um rastro de destruição sem precedentes. Neste cenário, aumenta a importância de um planejamento hídrico eficiente em grandes cidades.
O termo “cidade-esponja” surgiu na China por volta de 2010, mas ganhou o mundo rapidamente. A iniciativa consiste na adoção de uma abordagem ampla para a mitigação de enchentes urbanas a partir da utilização de projetos inovadores de paisagismo e drenagem.
As técnicas diferem de outras abordagens de gerenciamento de águas pluviais porque são dimensionadas para tempestades muito maiores e precisam ser aplicadas em quase todas as superfícies urbanas.
Nas cidades-esponja, toda superfície precisa estar conectada a um espaço que possa inundar com segurança. Para isso, as ruas precisariam ser redesenhadas para direcionar as águas pluviais para parques e campos de recreação construídos metros abaixo da superfície da rua e projetados para inundar com segurança em condições climáticas extremas. As áreas naturais existentes seriam aproveitadas para o armazenamento de águas pluviais.
Os estacionamentos, por exemplo, podem ser projetados para inundar e liberar a água lentamente. O mesmo pode acontecer com quadras de futebol, parques e praças. Dependendo de onde ocorrerem as chuvas extremas, esses sistemas poderão funcionar individualmente ou em conjunto. As informações são do The Conversation.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Entre para comentar.