
Um grupo de pesquisadores acabou de ficar mais próximo no desenvolvimento de um relógio nuclear, um dispositivo que não só irá marcar mais precisamente o tempo, como sondar algumas das forças fundamentais do Universo.
A forma mais precisa de medir o tempo atualmente é a partir de um relógio atômico, que marca o tempo disparando um laser contra elétrons. Ele combina a frequência de um laser com os saltos precisos dos elétrons através dos níveis de energia.
No entanto, existem problemas no relógio atômico. Isso porque os elétrons, essenciais para medição do tempo, estão localizados na área externa do átomo, o que acaba deixando-os mais suscetíveis a interferências dos campos magnéticos que podem alterar ligeiramente os níveis de energia, a frequência do laser e consequentemente a medição do tempo.
Uma forma mais precisa de medir o tempo seria usar as transições de energia que podem ocorrer no interior do átomo em seu núcleo, longe de interferências externas. O problema é que o núcleo é mais denso, dificultando que a energia de um laser o atravesse.
No entanto, agora no novo estudo, publicado na Physical Review Letters, os pesquisadores conseguiram energizar um núcleo atômico.
Nos anos 1970, os pesquisadores descobriram que um átomo de tório-229 têm estados de energia que estão muito próximos, mas até então, a quantidade de energia necessária para acontecer as mudanças de níveis energéticos não haviam sido medidas com precisão. Agora, no novo estudo, cientistas da Alemanha e da Áustria conseguiram fazer isso.
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