Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 20 de maio de 2024 · 2 min de leitura ·

Tempestade solar intensa foi sentida no fundo do oceano

Tempestade solar intensa foi sentida no fundo do oceano

Uma tempestade solar que encheu os céus da Terra com cortinas de luz cintilantes há alguns dias foi tão intensa que gerou impactos até no fundo do oceano. 

Bússolas magnéticas usadas pela Ocean Networks Canada (ONC) para monitorar o oceano na costa canadense registraram uma significativa distorção no campo magnético da Terra, devido a um enorme influxo de partículas ejetadas do Sol.

Essa medição não só enfatiza a força daquela tempestade solar ocorrida em 10 de maio, como também oferece dados valiosos por diversas razões. Primeiro, porque agora temos uma referência para identificar distúrbios semelhantes durante futuras tempestades solares. E, também, porque esses dados podem ajudar os cientistas a compreender como a Terra é afetada por esses eventos do Sol.

“Os próximos dois anos serão o pico do atual ciclo solar de 11 anos. Depois de uma década de relativa inatividade, eventos de aurora como este recente provavelmente se tornarão mais frequentes nos próximos dois anos, embora a variabilidade solar impossibilite a previsão precisa de tais eventos”, disse o físico Justin Albert, da Universidade de Victoria, no Canadá. “A rede da ONC pode fornecer uma janela adicional muito útil para os efeitos da atividade solar no magnetismo terrestre da Terra”.

As tempestades solares são eventos que têm forte impacto na Terra. Elas ocorrem quando uma erupção na superfície do Sol ejeta bilhões de toneladas de material entrelaçado com campos magnéticos em alta velocidade no Sistema Solar. Quando essa chamada ejeção de massa coronal (CME) chega à Terra, as partículas interagem com o campo magnético do planeta, acelerando até serem despejadas na atmosfera, sob forma de tempestades geomagnéticas, causando a ocorrência de auroras.

Além desses belíssimos espetáculos de luzes, essas interações geram correntes elétricas que podem causar surtos e interrupções na rede elétrica. Elas também podem provocar falhas em sistemas de navegação, comunicação e rádio, além de afetar aeronaves e satélites próximos à Terra.

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