Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de maio de 2024 · 2 min de leitura ·

Aumento das explosões estelares preocupa cientistas

Aumento das explosões estelares preocupa cientistas

Intensas tempestades geomagnéticas registradas há duas semanas, em decorrência de explosões solares, não só produzem auroras boreais e austrais, como, principalmente, podem perturbar as comunicações, a transmissão de energia elétrica, a navegação e as operações de rádio e satélite.

Fenômenos ainda mais intensos do que os ocorridos no Sol foram estudados nas estrelas Kepler-411 e Kepler-396, não muito distantes de nós, por pesquisadores do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e da School of Physics and Astronomy, da University of Glasgow (Escócia). O artigo sobre o assunto foi publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Assim como as explosões solares têm impacto na Terra, as superexplosões que foram foco deste estudo podem afetar a atmosfera de exoplanetas e impactar, entre outros fatores, as condições para formação ou destruição de eventual vida microbiológica nesses planetas.

Apesar de seu objetivo principal ser a busca por exoplanetas, telescópios espaciais, como o Kepler e o Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS) têm proporcionado grande quantidade de dados acerca das explosões estelares, detectadas com fotometria espetacual por filtros de banda larga na faixa da luz visível.

Como as estrelas estão muito distantes, elas são vistas por meio dos telescópios apenas como pontos luminosos. E os fenômenos que se mostram como explosões são repentinos aumentos de luminosidade desses pontos, explica a Agência FAPESP.

Além disso, há carência de dados em outras faixas do espectro eletromagnético, e a maioria dos estudos sobre esses eventos concentra-se na questão da energia irradiada: foram encontradas superexplosões, com energias de 100 a dez mil vezes maiores do que as das mais energéticas explosões solares. Agora, é necessário descobrir-se qual o modelo que melhor explica esses grandes patamares de energia.

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