
A coloração alaranjada de alguns rios e riachos do Alasca é motivo de grande preocupação entre especialistas. Pesquisadores de toda a América do Norte se uniram para acompanhar de perto o fenômeno. Após dois anos de coletas e análises das águas, a equipe publicou os resultados.
Segundo os pesquisadores, o problema está se acelerando à medida que mais áreas de superfície congeladas há muito tempo são expostas ao ar quente. Embora os riachos possam se limpar naturalmente e o permafrost possa congelar de novo, as mudanças climáticas estão dificultando que isso ocorra.
Amostras coletadas nos últimos anos confirmaram que, além de mudar de coloração, os rios estão se tornando cada vez mais ácidos, um resultado direto dos minerais presentes na água. A leitura de pH em alguns locais chegou a 2,3, quando o normal para a região deveria estar em pH 8.
O estudo afirma que a situação gera a liberação de ainda mais minerais. É por isso que altos níveis de ferro, zinco, níquel, cobre e cádmio foram encontrados nas amostras.
Os cientistas explicam que ainda não é possível prever os impactos para a vida selvagem. Uma das possibilidades é que a toxicidade da água impeça, por exemplo, a migração de peixes para áreas de desova. Isso traria um efeito cascata para toda a fauna local.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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