
A temporada de furacões no Oceano Atlântico começa em 1º de junho e a previsão não é nada boa. Pesquisadores apontam que um número recorde de ocorrências pode ser registrado neste ano. Isso tem relação com fenômenos climáticos que deixam as águas excepcionalmente mais quentes.
Especialistas explicam que o El Niño, fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na sua porção equatorial, costuma prejudicar a formação de furacões. No entanto, ele está perdendo força e deve desaparecer nos próximos meses.
O fim do El Niño dará lugar ao seu oposto: o La Niña. Este fenômeno provoca a diminuição da temperatura da superfície das águas do oceano, o que fortalece a ocorrência de grandes tempestades e, consequentemente, a possibilidade de furacões.
As mudanças climáticas também têm seu papel. Pesquisadores destacam que os furacões ficaram mais intensos com o aquecimento das temperaturas médias do planeta. Isso ocorre porque as tempestades “tiram” força da energia térmica na superfície do mar. E num cenário no qual as temperaturas das águas bateram recordes históricos, isso não é nada positivo.
Essas altas temperaturas também permitem que as tempestades se intensifiquem rapidamente, o que dá menos tempo para se preparar para seu impacto. É por isso que as autoridades dos Estados Unidos fizeram um alerta para que a população esteja preparada para situações adversas.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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