
Os minicérebros criados em laboratório estão se tornando mais complexos conforme as pesquisas avançam e, futuramente, poderão ajudar a entender melhor o cérebro humano. Uma pesquisa publicada este mês relatou que, pela primeira vez, foi possível criar um minicérebro que imita o sistema de segurança do órgão real.
Os minicérebros da vez são do tamanho de uma semente de gergelim e incluem barreiras hematoencefálicas funcionais (BBB, na sigla em inglês). Em um cérebro humano real, esse componente protege o órgão de substâncias nocivas do restante do corpo.
Como explicou o LiveScience, na prática, o BBB reveste os vasos sanguíneos do cérebro e permite a passagem de apenas algumas substâncias, como hormônios e glicose, deixando toxinas e bactérias de fora. Ele também bloqueia medicamentos, o que dificulta o tratamento de doenças cerebrais.
O neurobiologista e cientista de células-tronco Ziyuan Guo, coautor do estudo, revelou que, dentre os minicérebros já existentes, faltava um modelo que reproduzisse o BBB de forma autêntica. Ele explicou a importância disso:
Este é um avanço importante porque os modelos animais que usamos atualmente em pesquisas não refletem com precisão o desenvolvimento do cérebro humano e a funcionalidade do BBB.
Assim como outros minicérebros, a intenção do modelo é ajudar na compreensão do cérebro humano. Nesse caso, o foco é na barreira de proteção e em como manipulá-la para receber medicamentos ou bloquear substâncias nocivas de chegar ao órgão.
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