
Há décadas cientistas vivem intrigados com buracos pré-históricos registrados no fundo do mar. Eles aparecem em diversos locais no mundo. Cientistas da Universidade de Stanford e do Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey (MBARI) acreditam terem desvendado o mistério. Conforme os especialistas apontam, as crateras surgem por conta dos fluxos gravitacionais de sedimentos.
A nova teoria foi desvendada por cientistas da Universidade de Stanford e do Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey (MBARI). Eles avaliaram a região do largo da costa de Big Sur, chamada de Campo de Pockmarks de Sur, na Califórnia.
Em uma expedição realizada até o local, os pesquisadores não encontraram metano, que era apontado como um dos causadores. No entanto, eles acreditam que a gravidade é a responsável pelo surgimento dessas crateras. Mas o que faz eles pensarem nisso? As amostras coletadas por um robô enviado até o local indicam que os sedimentos saíram, pela encosta de forma intermitente, pelos menos nos últimos 280.000 anos.
Conforme indicou a análise, terremotos ou colapso do declive causam esse grande fluxo gravitacional de sedimentos. E isso faz com que haja erosão no centro de cada buraco, aumentando ainda mais essas crateras.
Vendo este caso dos buracos pré-históricos, você pode estar se questionando se é comum aparecer esse tipo de cratera nos oceanos. A resposta para essa pergunta é sim. O oceano ainda é um local bem desconhecido pelo ser humano e às vezes aparecem algumas coisas que intrigam a ciência.
Em 2022, cientistas marinhos descobriram sumidouros profundos no fundo do mar de Beaufort, no Canadá. Os buracos chegavam à medida de um quarteirão de prédios de seis andares. Utilizando um veículo submarino por meio remoto e um sonar estruturado no navio, foi constatado que o degelo do subsolo da crosta terrestre, que deveria se manter congelada, estaria criando essas crateras.
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