Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de maio de 2024 · 2 min de leitura ·

Redemoinho de algas no Mar Báltico impressiona, mas é perigoso

Redemoinho de algas no Mar Báltico impressiona, mas é perigoso

Imagens de satélite mostram uma impressionante espiral verde surgida no Mar Báltico durante uma enorme floração de algas. Apesar da beleza, o fenômeno criou uma enorme e tóxica “zona morta” na região.

As algas florescem naturalmente na região do Mar Báltico no verão em função da abundância de nutrientes. No entanto, essas florações têm acontecido em tamanho e frequência cada vez maiores nas últimas décadas. Uma das explicações para isso é o despejo de produtos agrícolas nas águas, o que aumenta ainda mais a presença de nutrientes.

Segundo os pesquisadores, quando as algas se acumulam perto da superfície, elas diminuem temporariamente a quantidade de oxigênio nas águas, sufocando criaturas marinhas próximas. Estas áreas são classificadas como “zonas mortas”. O problema é que, além das florações estarem maiores, elas estão se tornando cada vez mais mortais para outras criaturas marinhas.

O aumento da temperatura da superfície do mar, impulsionado pelas mudanças climáticas, faz com que os oceanos retenham menos oxigênio do que o normal. Em 2018, por exemplo, um estudo revelou que, durante o século passado, os níveis de oxigênio no Mar Báltico caíram para seus níveis mais baixos em 1.500 anos. Tudo isso acaba formando um cenário que pode ser devastador para a vida marinha.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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