Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 30 de maio de 2024 · 2 min de leitura ·

Rios no Alasca estão ficando laranja – e o motivo é surpreendente até para cientistas

Rios no Alasca estão ficando laranja - e o motivo é surpreendente até para cientistas

Os rios e riachos do Alasca estão perdendo a cor azul clara e límpida e ganhando tons de laranja enferrujado. Um estudo publicado este mês mostrou que o degelo do permafrost está liberando metais tóxicos na água, com um ritmo acelerado devido ao aquecimento da região.

A mudança de cor dos rios e riachos do Alasca surpreendeu até pesquisadores do Serviço Nacional de Parques, da Universidade da Califórnia em Davis e do Serviço Geológico dos EUA.

Eles realizaram testes em 75 locais afetados na cordilheira Brooks e, de acordo com um estudo publicado na revista Communications: Earth & Environment, descobriram que o tom enferrujado e turvo da água começou entre cinco e dez anos.

O motivo da surpresa foi a causa da mudança de cor: metais como ferro, zinco, cobre, níquel e chumbo (alguns deles tóxicos para os ecossistemas) estão sendo liberados pelo permafrost, o subsolo congelado característico do Ártico, conforme ele derrete.

O fenômeno não é exatamente novidade e já aconteceu em outros locais, como na Califórnia, um local com histórico de mineração. No entanto, o Alasca não se enquadra nisso, o que surpreendeu os pesquisadores.

Este é um processo clássico que acontece em rios no território continental dos EUA que foram impactados por mais de 100 anos, desde algumas das corridas de mineração na década de 1850. Mas é muito surpreendente ver isso quando você está em uma das áreas selvagens mais remotas e longe de uma fonte de mina.

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