
Um registro impressionante foi feito pela Fundação Minderoo em conjunto com o Centro de Pesquisa de Mar Profundo da Universidade do Oeste da Austrália. Eles conseguiram capturar imagens de uma das espécies mais misteriosas do mundo a mil metros de profundidade, no Oceano Pacífico.
O vídeo mostra a lula surgindo em meio à escuridão e indo em direção à câmera. O animal “ataca” o objeto e então foge rapidamente. Durante este movimento, o cefalópode deixa à mostra um par de órgãos bioluminescentes (chamados fotóforos) na ponta de seus tentáculos.
Pesquisadores explicam que a espécie possui os maiores fotóforos do reino animal. Eles, no entanto, raramente são vistos.
Os cientistas acreditam que estes animais usem o “brilho” para atordoar presas. Outra possibilidade é que o mecanismo sirva para comunicação com outros indivíduos da mesma espécie.
Os padrões de luz podem ser modificados pela lula através do controle de uma membrana semelhante a uma pálpebra, cobrindo e descobrindo cada fotóforo. A maioria dos registros deste animais é feita com espécimes encalhados em praias, pescados por acidente ou encontrados no estômago de baleias.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Entre para comentar.