
O cientista Joe Dituri, que bateu recorde mundial por ficar debaixo d’água por 100 dias, contou como foi sua experiência. A questão mais importante é que ele sofreu com alterações em sua saúde e corpo.
O experimento faz parte de estudo da University of South Florida (EUA), na qual Dituri é professor. Antes de submergir, durante o processo e quando retornou à terra firme, ele fez vários exames, incluindo psicossociais, de sangue, ultrassons e eletrocardiogramas, tudo para analisar as mudanças ocorridas no corpo do professor enquanto submerso.
Em comunicado da Universidade, o cientista disse que “sabia muito bem que a pressão hiperbárica poderia aumentar o fluxo sanguíneo cerebral e levantei a hipótese de que poderia ser usada para tratar lesões cerebrais traumáticas. Minha hipótese é que a aplicação dos mecanismos de ação conhecidos da medicina hiperbárica poderia ser usada para tratar amplo espectro de doenças”.
Já o espaço no qual o professor permaneceu confinado é uma cápsula subaquática chamada Jules Undersea Lodge, localizada em Florida Keys (EUA). Ele é o único hotel subaquático do mundo, sendo necessário mergulhar para entrar.
Enquanto realizava a experiência, Dituri ensinou 40 jovens a mergulhar. Foram 24 horas de mergulhos e convivendo com o universo submarino. Veja, abaixo, mais sobre a cápsula:
São oito metros a serem percorridos até chegar nela, sendo necessário fazer alguns ritos antes de entrar nela, como tomar banho de água doce. Não é permitido ao hóspede levar sal para dentro da cápsula, dado o risco de comprometimento dos equipamentos.
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