O Universo parece mais pesado do que podemos ver, e os modelos físicos atribuem isso à chamada matéria escura. No entanto, um novo artigo sugere uma hipótese alternativa que aponta que a gravidade pode existir sem massa e exercer os mesmos efeitos.
A gravidade, descrita na Teoria da Relatividade Geral de Einstein, é uma força que surge da deformação do espaço-tempo por corpos com massa. Quanto mais massivo for o objeto, maior é a atração gravitacional.
No entanto, algumas coisas não pareciam exatamente se encaixar. Observações astronômicas feitas a partir da década de 1930 mostraram que as galáxias se movimentam rápido demais sem se tornarem instáveis, se considerarmos apenas a massa do que podemos ver delas.
Assim surgiu a hipótese da matéria escura, que foi apoiada pelo movimento das estrelas dentro das galáxias e pelos caminhos da luz nas lentes gravitacionais. No entanto, diversas experiências tentaram detectar essa matéria invisível e nenhuma delas conseguiu confirmar sua existência.
Algumas teorias alternativas foram propostas e agora mais uma foi sugerida pelo físico e astrônomo Richard Lieu, em um artigo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. A ideia do cientista é que existam defeitos topológicos no cosmos que se formaram durante uma transição de fase no Universo primitivo, exercendo influência gravitacional mesmo tendo massa zero.
Segundo Lieu, em comunicado, esses defeitos topológicos seriam regiões muito densas de matéria no espaço, que podem ter formas lineares ou estruturas 2D, como conchas cósmicas. Essas regiões seriam formadas por uma fina camada interna de massa positiva e outra externa de massa negativa, que juntas resultariam em uma massa total igual a zero. No entanto, se um objeto se encontrar no meio dessa região, ele será puxado para seu centro, experimentando uma grande força gravitacional.
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