Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de junho de 2024 · 2 min de leitura ·

Viagem a Marte: estudo alerta para possível “doença cósmica”

Viagem a Marte: estudo alerta para possível "doença cósmica"

Uma das maiores obsessões da humanidade é viajar até Marte e, quem sabe, até colonizar o planeta vermelho. Mas essa “aventura” poderia ter consequências negativas para a saúde humana. Pelo menos é o que aponta um novo estudo realizado por pesquisadores do University College London (UCL).

Durante o trabalho, a equipe simulou as condições de vida no espaço. Além disso, foram analisadas amostras de astronautas que realizaram missões espaciais em órbita baixa da Terra.

Os pesquisadores observaram que os rins de roedores foram remodelados após exposição a doses de GCR equivalentes a missões em Marte de 1,5 e 2,5 anos de duração.

Os túbulos renais dos animais, responsáveis ​​pela regulação do equilíbrio de cálcio e sal, apresentaram sinais de encolhimento nos primeiros 30 dias da viagem. Também foi verificada a formação de pedras nos rins.

No caso mais extremo, com uma duração simulada da missão espacial de dois anos e meio, foram observados danos permanentes e a perda de função renal nos roedores.

A conclusão dos cientistas é que os astronautas até conseguiram concluir a missão à Marte, no caso de menor tempo de exposição, mas precisariam passar por diálise ao retornar à Terra. Por isso, defendem a necessidade de pensar em estratégias de proteção à saúde deles.

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