
Usando dados do Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, astrônomos encontraram aglomerados estelares no arco “Joias Cósmicas”, datando de apenas 460 milhões de anos após o Big Bang. Essa descoberta é a primeira de aglomerados em uma galáxia tão jovem, vista na infância do Universo.
Originalmente descobertas pelo Telescópio Espacial Hubble, as “Joias Cósmicas” recebem o nome oficial de SPT0615-JD1. Juntos, os aglomerados estelares foram uma galáxia localizada a cerca de 13,3 bilhões de anos-luz da Terra. Sua luz captada pelo JWST, viajou por 97% da idade do Universo até chegar aqui.
Em um artigo publicado nesta segunda-feira (24) na revista Nature, uma equipe internacional de cientistas identificou cinco jovens aglomerados estelares massivos no arco das Joias Cósmicas. Esses aglomerados existiram em um período de intensas explosões de formação estelar, emitindo grandes quantidades de luz ultravioleta, possivelmente desencadeando a época da reionização cósmica. Estudar esses aglomerados pode oferecer percepções valiosas sobre o início do cosmos.
“Ficamos maravilhados ao abrir as imagens do JWST pela primeira vez”, disse Angela Adamo, pesquisadora da Universidade de Estocolmo e líder da equipe. “Vimos uma cadeia de pontos brilhantes – essas gemas cósmicas são aglomerados estelares! Sem o JWST, não saberíamos que estávamos olhando para aglomerados em uma galáxia tão jovem!”.
Os aglomerados detectados são notáveis por sua densidade e massa. Eles são muito mais densos que aglomerados estelares próximos. A época da reionização foi quando as primeiras fontes de luz, como galáxias primitivas e quasares, forneceram a energia que ionizou o hidrogênio neutro do Universo.
Embora estejam concentrados em uma pequena região da galáxia, os aglomerados recém-descobertos são responsáveis pela maior parte da luz ultravioleta emitida, indicando que regiões assim podem ter impulsionado a reionização. Isso ajuda a entender a formação de grandes estruturas no Universo, revelando como a matéria se organizou no início de tudo.
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