
De acordo com artigo publicado na Nature Energy pela pesquisadora Kiane de Kleijne, da Universidade de Tecnologia de Eindhoven (Holanda), a produção de hidrogênio leva, na maioria das vezes, a ganhos de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera. Isso ocorre apenas em parte, já que outra parcela disso vem da produção de gás natural.
Existem formas mais ecológicas de produzir hidrogênio, como a utilização de energia solar ou eólica para alimentar o processo que o separa das moléculas de água, mas De Kleijne argumenta que, nesses casos, os rastros de carbono da criação dessas instalações precisam ser considerados.
O mesmo acontece com o fato de a energia verde ser mais eficaz em locais com muito Sol e vento, como África ou Brasil, o que significa que o hidrogênio produzido nesses locais precisa ser transportado para o resto do mundo para utilização, o que, mais uma vez, aumenta os rastros de carbono.
“Se olharmos para todo o ciclo de vida desta forma, o hidrogênio verde, muitas vezes, mas certamente nem sempre, leva a ganhos de CO₂”, disse De Kliejne.
“Os ganhos de CO₂ são geralmente maiores quando se utiliza energia eólica em vez de energia solar. Isto irá melhorar ainda mais no futuro, à medida que mais energia renovável será usada para fabricar turbinas eólicas, painéis solares e aço para o eletrolisador, por exemplo”, acrescenta a pesquisadora.
Um novo processo que pode ajudar envolve um método de produção de hidrogênio chamado membrana de troca de prótons (PEM, na sigla em inglês).
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