
Quando satélites param de funcionar e voltam para a Terra, eles acabam incinerados ao reentrar na atmosfera. Numa realidade de mega-constelações de satélites, essa espécie de cremação ameaça a camada de ozônio na atmosfera, que funciona como um escudo para o nosso planeta.
É o que aponta um estudo pioneiro, conduzido por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia (USC) e publicado na revista Geophysical Research Letters recentemente.
Segundo a pesquisa, a incineração de satélites libera óxidos de alumínio na atmosfera, o que é ruim para a camada de ozônio. E o estudo descobriu que as concentrações desses óxidos podem aumentar até 650% nas próximas décadas por conta das mega-constelações.
Na década de 1980, descobriu-se um “buraco” na camada de ozônio. Aspas porque, na verdade, trata-se de uma área – sobre a Antártida, no caso – onde a camada de ozônio, localizada na estratosfera terrestre, é mais fina do que o normal.
O afinamento desta área foi causado principalmente pela emissão de clorofluorcarbonetos (CFCs), produtos químicos usados em diversos produtos da época, como: geladeira, ar condicionado, spray e isopor.
Em 1987, nações do mundo inteiro se uniram no Protocolo de Montreal para eliminar gradualmente a produção e o uso de CFCs. O protocolo tem funcionado. E o “buraco” tem mostrado sinais de recuperação.
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