Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de junho de 2024 · 2 min de leitura ·

Primeiras amostras do lado oculto da Lua: o que sabemos até agora?

Primeiras amostras do lado oculto da Lua: o que sabemos até agora?

No início de junho, a missão chinesa Chang’e 6 pousou com sucesso no lado oculto da Lua. 53 dias após seu lançamento – que aconteceu em 3 de maio -, a nave finalmente retornou à Terra com as primeiras amostras do lado mais distante do nosso satélite natural.

A cápsula foi transportada de avião até a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST), em Pequim, na manhã de quarta-feira (26). Uma cerimônia de abertura foi realizada, e um trecho do momento pode ser visto abaixo, registrado pela China Central Television (CCTV) e divulgado pelo Space:

A sonda coletou um recipiente com cerca de 2 kg de amostras lunares. O material coletado ainda está sendo preparado para análise, e deve ser classificado e distribuído antes que pesquisadores de toda a China possam estudá-lo. O acesso provavelmente deve ser liberado a cientistas de outros países em dois anos, segundo o Space.

A missão também trouxe um detector de íons negativos à Agência Espacial Europeia (ESA), que deve ajudar a “entender melhor o ambiente da superfície e atuarão como um pioneiro para explorar populações de íons negativos em outros corpos sem ar no Sistema Solar, de planetas a asteroides e outras luas”, disse Martin Wieser, investigador principal de Íons Negativos na Superfície Lunar, em comunicado.

Apesar de ser conhecida como o lado ‘escuro’ da Lua, as duas áreas recebem aproximadamente a mesma quantidade de luz solar, mas apresentam diferenças significativas. As amostras da Chang’e 6 devem ajudar os investigadores a, finalmente, solucionar alguns mistérios sobre a face mais distante do satélite.

Ana Julia Pilato é formada em Jornalismo pela Universidade São Judas (USJT). Já trabalhou como copywriter e social media. Tem dois gatos e adora filmes, séries, ciência e crochê.

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