Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de julho de 2024 · 2 min de leitura ·

Maior impacto de asteroide visto pela humanidade: conheça o evento de Tunguska

Maior impacto de asteroide visto pela humanidade: conheça o evento de Tunguska

Há 116 anos a humanidade presenciava a maior queda de um asteroide já registrada na era moderna. O evento de Tunguska aconteceu em 30 de junho de 1908, na Sibéria, parte do então Império Russo. O acontecimento ficou marcado de tal forma que neste dia é comemorado o Dia Internacional do Asteroide.

Como explica Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia, colunista do Olhar Digital e coordenador regional do Asteroide Day, em sua coluna, o Dia Internacional do Asteroide passou a ser celebrado oficialmente a partir de 2016. A definição foi dada pela ONU para um dia de conscientização do público sobre os asteroides, seu papel na formação do nosso sistema solar e a importância de defender nosso planeta de futuros impactos.

Isso não quer dizer, entretanto, que o evento de Tunguska não seja motivo de debate no meio científico até os dias de hoje. O fato de não ter sido encontrada nenhuma cratera referente a queda do objeto celeste, mesmo após diversas expedições e buscas, gerou diversas discussões no ramo da astronomia.

Pesquisas recentes indicam que o que causou a explosão que devastou milhares de quilômetros quadrados na região do próxima ao rio Podkamennaya Tunguska foi originada do deslocamento de ar resultante da destruição do asteroide em sua entrada na Terra. 

Para se ter noção do tamanho da destruição causada pelo Asteroide, é estimado que a explosão teve um grau entre 5 a 30 megatons de TNT, algo equivalente a mil vezes a bomba de Hiroshima. Por sorte, Vanavara, cidade mais próxima do local da explosão, estava há mais de 60 km, e não foi destruída pelo evento. Nenhuma morte pelo Tunguska foi confirmada, apesar de algumas especulações.

No entanto, isso não impediu que  2 000 km² de floresta fossem devastados. Os moradores de Vanavara conseguiram ver a enorme bola de fogo no céu. Nos dias que se seguiram, os céus noturnos na Ásia e na Europa estavam incandescentes e a explosão foi registrada em diversas estações sísmicas do continente. 

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