
Cientistas fizeram uma descoberta impressionante a mais de 3 mil metros de profundidade no Oceano Polar Ártico. Eles localizaram um campo de fontes hidrotermais ao longo de uma cordilheira subaquática na costa de Svalbard, na Noruega. O local é considerado um “oásis de vida” em meio à escuridão.
De acordo com os pesquisadores, a água penetra no fundo do oceano, onde é aquecida pelo magma. A água superaquecida, então, sobe de volta ao fundo do mar por meio de rachaduras e fissuras. Durante este processo, o fluido fica enriquecido em minerais e materiais dissolvidos das rochas da crosta oceânica.
O Campo de Jøtul está localizado na fronteira entre duas placas tectônicas, no que é conhecido como uma crista de propagação lenta. As placas estão se afastando muito lentamente, o que faz com que a crosta se estique e cria fissuras e rachaduras.
Campos de ventilação hidrotermal são alguns dos ambientes submarinos mais interessantes. Eles geralmente estão localizados em grandes profundidades, onde a luz do Sol não consegue penetrar. Isso cria uma escuridão permanentemente, um frio extremo e uma pressão enorme, condições muito adversas à vida.
Já as fontes hidrotermais atuam como oásis. Os minerais que se infiltram e se dissolvem na água fornecem a base para uma teia alimentar dependente a partir da quimiossíntese, aproveitando as reações químicas para obter energia, em vez da luz solar. Isso possibilita a criação de um ambiente cheio de espécies, o que pode fornecer pistas sobre como a vida pode surgir em outros planetas.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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