Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de julho de 2024 · 2 min de leitura ·

Satélites Starlink podem aumentar o buraco na camada de ozônio

Satélites Starlink podem aumentar o buraco na camada de ozônio

Cerca de seis mil satélites da Starlink, serviço de internet de alta velocidade da SpaceX, já operam na órbita baixa da Terra. E o plano de Elon Musk é ampliar este número para 42 mil no futuro. Quando concluída, a enorme rede promete garantir conectividade em qualquer lugar do planeta, mas pode acabar contribuindo para o aumento do buraco da camada de ozônio, de acordo com um novo estudo.

O estudo constatou que, entre 2016 e 2022, a presença de óxido de alumínio na camada de ozônio aumentou em oito vezes. E a situação pode piorar ainda mais com o lançamentos de novos satélites da Starlink.

Em 2022, por exemplo, 18,7 toneladas de nanopartículas da substância foram lançadas na atmosfera por satélites com defeito. Se os planos de Musk virarem realidade, a equipe destaca que esse número pode subir para 397 toneladas por ano, gerando uma “destruição significativa da camada de ozônio”.

O estudo foi publicado na revista Advancing Earth and Space Science. De acordo com os pesquisadores, não são apenas os equipamentos da SpaceX que são prejudiciais. Dessa forma, eles defendem que sejam estudadas novas formas de lançar estes satélites ao espaço sem que eles representem um risco ambiental tão grande.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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