Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de julho de 2024 · 2 min de leitura ·

Veja todas as manchas solares dos primeiros seis meses do ano

Veja todas as manchas solares dos primeiros seis meses do ano

Um mosaico impressionante de imagens obtidas pelo Observatório de Dinâmicas Solares (SDO) da NASA mostra os primeiros seis meses de 2024 no Sol, revelando um surpreendente número de regiões ativas no astro – também chamadas de manchas solares. 

O astrônomo amador Eduardo Schaberger Poupeau, de Rafaela, na província de Santa Fe, Argentina, empilhou registros diários do Sol durante todos os 182 dias de 1º de janeiro a 1º de julho. Ele diz que essa imensa quantidade de manchas é uma evidência de que estamos próximos ou em pleno máximo solar. “Desde o início de 2024, o Sol aumentou sua atividade. A presença de tantas manchas solares é uma indicação clara de que estamos perto da atividade máxima do Ciclo Solar 25”, declarou à plataforma de climatologia e meteorologia espacial Spaceweather.com.

Esta imagem composta mostra que as manchas solares estão concentradas em duas faixas, uma ao norte e outra ao sul do equador do Sol. À medida que o ciclo solar se desenrola, essas duas bandas convergirão para o equador, eventualmente se encontrando e se extinguindo em uma colisão de campos magnéticos de polaridade oposta. Assim, quando os polos magnéticos se inverterem, o máximo solar dará lugar ao mínimo solar.

Também é possível notar no mosaico que o hemisfério sul da estrela é mais manchado do que o norte. É comum que um hemisfério domine o outro por meses de cada vez. Neste caso, as contagens de manchas solares foram distorcidas por uma enorme mancha solar do sul (AR3664), que circulou o Sol três vezes, triplicando sua contribuição para o total desse hemisfério.

Especialistas em clima espacial preveem que o máximo solar persista por mais dois a três anos – o que significa que ele está apenas começando.

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