
As enchentes no Rio Grande do Sul foram causadas pelo grande volume de chuvas e alertaram para sistemas capazes de prever e minimizar tragédias. Iniciativas nesse sentido já existem, mas têm complexidades e altos custos que dificultam a implementação.
Um sistema simples e barato surgiu como alternativa: a patente Mecanismo de Monitoramento Remoto de Rios.
Segundo Caetano Ranieri, pós-doutorando do Instituto de Ciências Matemáticas e Computação da Universidade de São Paulo (USP), a intenção não é prevenir as enchentes de acontecer, mas oferecer monitoramento das situações de risco. Ou seja, quando alguma situação arriscada estiver a vista, é possível alertar a população e preparar estratégias de contenção de danos.
O Mecanismo de Monitoramento Remoto de Rios não é o único sistema de prevenção contra enchentes.
Ranieri explicou que há outras iniciativas nesse sentido, como sistemas de pressão. No entanto, esses são difíceis de instalar, precisam ficar submersos e estão sujeitos ao assoreamento (acúmulo de sedimentos, lixo e outras materiais no curso d’água).
Existem também sistemas que funcionam com ultrassom, colocados na superfície para medir a altura da coluna d’água. Esses, porém, são de difícil manutenção.
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