
Muitas das comidas hoje populares com seus métodos de preparo despertam nossa curiosidade, afinal, alguém no passado precisou fazer aquilo antes de todo mundo, e tudo precisou dar certo para culminar no alimento que existe hoje. Nessa ideia, a descoberta de como o milho se torna pipoca é uma das mais intrigantes.
Nem sempre é fácil encontrar evidências de como as pessoas descobriram como consumir ou preparar os alimentos, já que boa parte delas não sobrevivem o passar do tempo. Mas, no caso da pipoca, amostras antigas de espigas de milho queimadas já puderam ser encontradas por arqueólogos, que ajudaram a entender um pouco como surgiu o alimento hoje tão popular nos cinemas.
O mais interessante de tudo é que algumas plantas, incluindo o milho, contêm pequenos fragmentos semelhantes a rochas, chamados fitólitos, que podem durar milhares de anos.
Os cientistas têm certeza de que sabem a idade do milho. Sabemos que o milho foi provavelmente cultivado pela primeira vez pelos nativos americanos no que hoje é o México. Os primeiros agricultores “domesticaram” o milho a partir de um tipo de grama chamada teosinto.
Antes da agricultura, as pessoas colhiam teosinto selvagem e comiam as sementes, que continham muito amido. Eles colhiam o teosinto com as sementes maiores e começavam eventualmente a capinar e a plantá-lo.
Com o tempo, a planta selvagem desenvolveu-se em algo parecido com o que hoje chamamos de milho. É possível diferenciar o milho do teosinto pelos grãos maiores.
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