Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de julho de 2024 · 2 min de leitura ·

Alguém tirou a ‘Excalibur francesa’ da pedra onde ficou por 1,3 mil anos

Alguém tirou a 'Excalibur francesa' da pedra onde ficou por 1,3 mil anos

Quem ia a Rocamadour, cidadezinha com aura medieval na França, tinha uma tarefa obrigatória: olhar para Durandal, espada fincada na rocha de um penhasco, a dez metros de altura – daí seu apelido “Excalibur francesa”. Quem viu, viu. Quem não viu, talvez não veja mais. Não pessoalmente, pelo menos. É que a espada sumiu da pedra.

(Para quem não lembra: a lenda do Rei Arthur conta que ele conquistou o trono ao retirar a espada Excalibur da pedra. Ele governou a Grã-Bretanha entre os séculos cinco e seis.)

A Durandal passou 1,3 mil anos fincada na pedra em questão. Ao longo de tantos séculos, a espada tornou-se um dos principais pontos turísticos da cidade – cuja moral está abalada, segundo o prefeito Dominique Lenfant, em entrevista ao jornal francês Dépêche. Moradores acreditam que o artefato tenha sido roubado e a polícia investiga o sumiço misterioso.

Rocamadour sente como se tivessem roubado uma parte de si mesma, mas mesmo se for uma lenda, os destinos da nossa vila e dessa espada estão interligados.

Durandal era a espada de Rolando, um lendário paladino (cavaleiro) e oficial do imperador Carlos Magno na literatura épica francesa. Segundo a lenda, Durandal era inquebrável, afiadíssima, capaz de cortar pedra com um único golpe. E possuía outros poderes mágicos.

Suas qualidades mágicas são relatadas no poema épico do século 11, A Canção de Rolando – a mais antiga obra importante da literatura francesa que sobreviveu.

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