
Titã, uma das luas de Saturno, continua sendo um grande mistério para os cientistas, mesmo sabendo que ela tem similaridades com a Terra. A questão, agora, tem a ver com os lagos do corpo celeste e suas ondas.
Isso porque, apenas um mês após os investigadores terem obtido evidências de que as ondas de Titã vêm erodindo os principais lagos da lua, um segundo estudo indica que, mesmo nos mares, essas ondas seriam praticamente invisíveis, E aí, vem a questão: ou um dos estudos está errado, ou as ondulações são mais poderosas do que se imagina.
E, de fato, está sendo: um estudo da equipe liderada do Dr. Valerio Poggiali, da Universidade Cornell (EUA), publicado na Nature Communications, descobriu, a partir de observações de radar realizadas pela missão Cassini, que a rugosidade em Kraken, Ligeia e Punga Mare (lagos de Titã) era medida em milímetros.
Segundo os pesquisadores, apesar de essas ondulações serem suficientes para deixar qualquer pessoa mais fraca de estômago enjoada, em determinadas áreas costeiras, elas chegam a atingir 0,5 cm.
Tal quantidade ainda é pequena, mas pode indicar a presença de fortes correntes locais. Portanto, se uma pessoa nadasse lá, poderia ser arrastada por uma correnteza (mas é difícil de se nadar em Titã; seus lagos têm temperatura na casa dos −180 °C).
Ainda, os pesquisadores acharam sinais de que estuários, áreas nas quais os rios desembocam em lagos e mares, têm mais metano e menos etano do que se espera, com entradas e mares salgados.
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