
O que aconteceria se uma determinada quantidade de dados aleatórios interagisse entre si por milhões de gerações? É o que pesquisadores do Google testaram. E o resultado foi: a vida encontrou um jeito, como diz o matemático Ian Malcolm (Jeff Goldblum) em Jurassic Park. No caso, a vida digital.
A equipe diz ter testemunhado o surgimento de formas de vida digital auto-replicantes. Suas descobertas, publicadas num artigo ainda não revisado por pares, poderiam espelhar o surgimento da vida biológica no mundo real. Ou ao menos lançar alguma luz sobre esse processo.
Para Susan Stepney, da Universidade de York, no Reino Unido, “conseguir evoluir programas auto-replicantes a partir de pontos de partida aleatórios é uma grande conquista”, conforme disse à revista New Scientist. Ela não participou do estudo do Google.
Este é definitivamente um grande passo em direção à compreensão de rotas potenciais para a origem da vida, aqui em um meio bastante distante do ‘hardware’ padrão da biologia.
A origem da vida na Terra ainda intriga cientistas de diversas áreas. Apesar de ainda existirem muitas perguntas sem resposta, a teoria mais aceita atualmente é a hipótese de Oparin-Haldane, também conhecida como teoria da sopa primordial.
A simulação de Ben Laurie, engenheiro de software do Google e coautor do estudo, é uma espécie de sopa primordial digital. Nenhuma regra foi imposta, e nenhum ímpeto foi dado aos dados aleatórios.
Entre para comentar.