Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de julho de 2024 · 2 min de leitura ·

Carne de laboratório para pets vai entrar em testes

Carne de laboratório para pets vai entrar em testes

Não sei se você já leu as informações nutricionais da ração do seu pet. Se sim, vai perceber que, além de corantes e aromatizantes, a comida deles também é feita de proteína animal.

OK, não tem nenhum filé mignon na composição – a maioria das marcas usa apenas vísceras, ossos ou carcaça -, mas ainda assim estamos falando de restos animais. E eles entram na conta das emissões agrícolas de CO2.

Um estudo do ano de 2020 aponta que a indústria das rações de bichinhos de estimação responde por cerca de 3% das emissões globais. É pouco? É pouco, mas quando falamos em sustentabilidade, é preciso estar de olho em toda a cadeia produtiva.

Uma das soluções em discussão é adotar para os pets a mesma abordagem em estudo para humanos: carne de laboratório. Algumas empresas já estão desenvolvendo suas receitas e uma delas acaba de obter autorização do governo do Reino Unido para comercializar o seu produto.

Estamos falando da startup Meatly, que tem sede em Londres. Ela conseguiu a aprovação regulatória de dois importantes órgãos: a Agência de Saúde Animal e Vegetal do país e o Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais. O anúncio consta da página oficial da empresa na web.

Não dá para cravar, ainda mais em uma fase tão inicial como essa. Alguns especialistas acreditam que o modelo atual da agropecuária é insustentável para o meio ambiente. Ou seja, um dia as coisas vão precisar mudar.

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