Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de julho de 2024 · 2 min de leitura ·

Muito além da beleza: cientista brasileiro descobre os ‘riscos’ das auroras

Muito além da beleza: cientista brasileiro descobre os 'riscos' das auroras

Uma equipe de cientistas liderada pelo brasileiro Denny Oliveira, que trabalha no Centro Goddard de Voos Espaciais da NASA, chegaram à conclusão que as partículas solares que formam as belas auroras que vemos no céu também podem estragar infraestruturas humanas.

Segundo o estudo, publicado na Frontiers in Astronomy and Space Sciences, as mesmas forças que criam as auroras são capazes de gerar correntes que podem danificar estruturas que conduzem eletricidade.

Segundo o cientista, “nosso trabalho mostra que correntes geoelétricas consideráveis ocorrem com bastante frequência após choques, e elas merecem atenção”.

Os choques que nos atingem de forma direta, supostamente, geram correntes induzidas mais fortes por comprimirem mais nosso campo magnético.

Os pesquisadores estudaram como choques em vários ângulos afetam as correntes elétricas. Foi examinada uma base de dados de choques interplanetários, comparados então com leituras de correntes induzidas de forma geomagnética em gasoduto de gas natural localizado na Finlândia, em Mäntsälä. Essa região costuma ter presença de auroras.

A região auroral pode se expandir muito durante tempestades geomagnéticas severas. Normalmente, seu limite mais ao sul é em torno de latitudes de 70 graus, mas durante eventos extremos pode cair para 40 graus ou até mais, o que certamente ocorreu durante a tempestade de maio de 2024 — a tempestade mais severa nas últimas duas décadas.

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