
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) criaram um tipo de película semicondutora extrafina feita com um material cristalino chamado tridimita. Em comparação aos semicondutores convencionais, o novo filme faz com que os elétrons se movam sete vezes mais rápido.
Com 100 nanômetros de largura (cerca de um milésimo da espessura de um fio de cabelo humano) a película foi criada por epitaxia por feixe molecular, uma técnica de deposição de camadas finas de materiais, principalmente semicondutores. Ela envolve o controle preciso de um ou mais feixes e permite que os materiais sejam construídos com o mínimo de falhas – resultando, assim, em uma maior mobilidade de elétrons.
Conforme descrito em um artigo da Materials Today Physics, a equipe registrou velocidades recordes de mobilidade de elétrons ao aplicar corrente elétrica à película. Normalmente, em semicondutores de silício padrão, os elétrons se movem a cerca de 1.400 cm²/Vs (centímetros quadrados por volt-segundo), mas no filme de tridimita a velocidade foi de 10.000 cm²/Vs.
Com uma maior condutividade, os pesquisadores acreditam que a nova película pode ser “essencial para dispositivos eletrônicos mais eficientes e sustentáveis que podem fazer mais trabalho com menos energia”.
“Isso está mostrando que é possível avançar um passo gigante ao controlar adequadamente esses sistemas complexos. Estamos na direção certa e temos o sistema correto para continuar aperfeiçoando esse material até filmes muito mais finos e acoplamento de proximidade para uso em spintrônica [ligação entre a eletrônica tradicional e a computação quântica] futura e dispositivos termoelétricos vestíveis”, diz Jagadeesh Moodera em comunicado.
Ana Julia Pilato é formada em Jornalismo pela Universidade São Judas (USJT). Já trabalhou como copywriter e social media. Tem dois gatos e adora filmes, séries, ciência e crochê.
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