
As Olimpíadas da Antiguidade foram realizadas entre os séculos VIII e IV a.C. e incluíram modalidades como luta livre, boxe, corrida e pentatlo, por exemplo. No entanto, a natação nunca fez parte do evento, apesar do fato de a maioria dos gregos antigos saber nadar e até se orgulhar disso.
Agora, um novo estudo propõe outra hipótese para explicar a ausência da natação. Segundo este trabalho, os gregos antigos temiam que as disputas na água fossem vencidas por pescadores ou outros trabalhadores.
A ideia se baseia no fato de que as Olimpíadas da Antiguidade eram muito mais do que um simples evento esportivo. Elas eram uma oportunidade para os competidores exibirem a beleza e a excelência de sua alma, uma característica conhecida como arete, e que só poderia existir em pessoas que faziam parte da aristocracia grega. Elitista, não?
Pescadores e outros trabalhadores que nadavam como parte de sua ocupação, por sua vez, não teriam a capacidade necessária para serem considerados atletas. Dessa forma, qualquer evento em que pudessem se destacar não poderia ser considerado um esporte olímpico.
Pensamentos difundidos por personalidades da época, como Aristóteles, reforçam esta visão. Segundo o filósofo grego, as atividades exercidas por trabalhadores degradavam o corpo e a alma, em vez de aperfeiçoá-los. Além disso, era geralmente aceito que nenhum verdadeiro atleta poderia usar seu corpo para obter ganhos econômicos.
Em outras palavras, esta teoria aponta que qualquer evento que pudesse ser vencido por um homem que não tivesse os pré-requisitos valorizados pela sociedade grega, caso da natação, nunca poderia ser incluído em uma competição atlética. O estudo foi publicado no Athens Journal of Sports.
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