
A SpaceX revelou o que causou os problemas registrados durante um lançamento dos satélites de internet Starlink, no início do mês de julho. Além disso, a empresa de Elon Musk anunciou a retomada das operações, que haviam sido suspensas em função de uma investigação do ocorrido.
Em um comunicado, a SpaceX disse que enviou o relatório do incidente à Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA). O documento apontam que as equipes “conseguiram identificar a causa mais provável do ocorrido, bem como ações corretivas para garantir o sucesso de missões futuras”.
Análises após o voo confirmaram que o primeiro estágio do foguete funcionou como o esperado. No entanto, ao acionar seus motores pela primeira vez, uma rachadura levou a um vazamento de oxigênio líquido no motor.
A rachadura apareceu devido ao grande estresse causado pela vibração do motor, bem como ajuste inadequado de uma garra que, normalmente, mantém o componente no lugar desejado. Apesar do vazamento, o segundo estágio continuou ativo.
O problema é que o vazamento impediu que o segundo estágio fosse acionado pela segunda vez. Isso levou a um resfriamento excessivo dos componentes do motor. Como resultado, ele foi iniciado de forma abrupta, ao invés de controlada, danificando o hardware e levando à perda do controle de atitude do estágio.
Após analisar o incidente, a FAA determinou que não há problemas de segurança pública envolvidos na anomalia, e que o Falcon 9 pode retomar as operações. O próximo lançamento do foguete já tem até data: o próximo sábado (27).
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