
O fenômeno climático El Niño continua se fortalecendo e tem grande probabilidade de se tornar um dos eventos mais intensos desde o início dos registros históricos. A avaliação foi divulgada nesta quinta-feira (9) pelo Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos, que estima uma elevada chance de o fenômeno atingir sua máxima intensidade entre outubro e dezembro.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais nas regiões central e leste do Oceano Pacífico equatorial. Esse aquecimento altera os padrões de vento, pressão atmosférica e precipitação em diversas partes do planeta, além de contribuir para o aumento das temperaturas globais.
Especialistas já relacionaram grandes eventos climáticos recentes ao fenômeno. Entre eles está a enchente de grandes proporções que atingiu o Rio Grande do Sul, em maio de 2024, associada tanto ao El Niño quanto às mudanças climáticas.
Os efeitos do El Niño costumam variar de acordo com a região, mas podem provocar mudanças significativas nos regimes de chuva e temperatura em escala global.
Entre os impactos mais conhecidos estão períodos mais secos e de estiagem na Austrália, além de invernos mais chuvosos no leste da África e no sul dos Estados Unidos.
A cientista climática Isla Simpson, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos, afirmou à AFP que há evidências de que o aquecimento global esteja intensificando tanto os episódios de El Niño quanto os de La Niña.
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