
Cientistas estão mais perto de entender a origem da matéria. Isso porque um estudo descobriu que grande parte das partículas observadas em experimentos com colisores vêm de reações ocorridas logo após o Big Bang, e não da “sopa” primordial de quarks e glúons do Universo, como se pensava.
O que a pesquisa fez, essencialmente, foi ajudar a identificar quanto da matéria ao nosso redor se formou nas primeiras frações de segundo após o Big Bang e quanto se formou a partir de reações posteriores, à medida que o Universo se expandia.
Para entender a pesquisa em questão, publicada na revista Physics Letters B, é preciso separá-la em partes. Confira abaixo:
Para começar a entender a descoberta, imagine o Universo logo após o Big Bang como uma sopa extremamente quente de partículas fundamentais, chamadas quarks e glúons. Conforme o Universo começa a esfriar, esses quarks e glúons se combinam para formar prótons, nêutrons e outras partículas compostas.
O estudo revelou que muitas das partículas analisadas por cientistas em experimentos para entenderem as origens da matéria, na verdade, se formaram um pouco depois da origem em si. Isto é, se formaram durante interações subsequentes entre outras partículas já formadas e não diretamente do caldo inicial de quarks e glúons.
Isso significa que o processo de formação da matéria é mais complexo e estendido no tempo do que se acreditava, envolvendo várias fases de reações e transformações. Assim, a descoberta ajuda os cientistas a refinar seus modelos de como a matéria se formou e evoluiu no início do Universo.
Entre para comentar.