Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de agosto de 2024 · 2 min de leitura ·

Larva de 500 milhões de anos revela como cérebro dos artrópodes evoluiu

Larva de 500 milhões de anos revela como cérebro dos artrópodes evoluiu

Um fóssil de uma larva microscópica que viveu há meio bilhão de anos pode ser a chave para entender como o cérebro dos artrópodes (insetos, aranhas e caranguejos, por exemplo) evoluiu. Uma equipe de pesquisadores recuperou os restos mortais em incrível estado de conservação em uma formação rochosa na província de Yunnan, na China.

Durante o trabalho, os pesquisadores escanearam o fóssil com raios-X para criar imagens 3D virtuais de suas estruturas internas. As imagens revelaram um cérebro e um sistema circulatório primitivo, incluindo vestígios de nervos que servem às pernas e olhos simples da larva.

Embora os cientistas não tenham certeza de como o fóssil ficou tão bem preservado, eles acreditam que, em algum momento logo após a morte da criatura, seus tecidos moles foram substituídos por fosfato e preservados na rocha.

Esse ótimo estado permitiu uma análise detalhada da anatomia do artrópode primitivo. Por exemplo, foi possível concluir que a larva tinha uma região ancestral do cérebro que se tornaria a protuberância de uma cabeça de artrópode com antenas e vários outros apêndices.

À medida que o cérebro do artrópode se desenvolveu, isso permitiu que os artrópodes exibissem comportamentos muito mais complicados e morfologias ainda mais complicadas. E isso levou ao rápido aumento da diversidade, que eles mantiveram até os dias modernos, afirmaram os pesquisadores.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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