Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de agosto de 2024 · 2 min de leitura ·

Estudo faz revelações sobre as formas incomuns de pequenos asteroides

Estudo faz revelações sobre as formas incomuns de pequenos asteroides

Durante anos, as formas incomuns dos pequenos asteroides Dimorphos e Selam intrigaram os astrônomos. Agora, um novo estudo traz explicações para o formato peculiar dessas “luas” e sugere que elas podem ser mais comuns do que se pensava.

Asteroides binários, que são pares de rochas semelhantes ao sistema Terra-Lua, são frequentes em nossa vizinhança cósmica. Um exemplo é a dupla Didymos-Dimorphos, protagonista da missão DART (sigla em inglês para Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo), da NASA, em 2022. 

Estudos indicam que esses asteroides binários se formam quando um “astro pai”, composto de rochas soltas, gira tão rapidamente que parte de sua massa se desprende, formando um corpo satélite (ou “asteroide lunar”).

Normalmente, eles têm forma alongada, assemelhando-se a bolas de futebol americano, enquanto orbitam seus corpos parentais, geralmente em forma de pião. No entanto, alguns apresentam formas mais estranhas, como o Dimorphos, que antes de ser impactado pela missão DART, tinha o formato de um esferoide oblato – uma esfera achatada nos polos e alongada no centro, semelhante a uma melancia. Selam, uma lua recém-descoberta do asteroide Dinkinesh, é ainda mais peculiar, consistindo em duas esferas rochosas conectadas.

Essas formas inusitadas intrigaram os astrônomos, como John Wimarsson, da Universidade de Berna, na Suíça, principal autor do novo estudo. Segundo ele, as formas dessas luas não podem ser explicadas diretamente pelos modelos tradicionais de formação de asteroides binários.

Para desvendar o mistério, Wimarsson e colegas de diversas universidades europeias e americanas criaram dois modelos de computador. O primeiro simulou como as formas das rochas principais mudariam ao girarem rapidamente e liberarem detritos. O segundo modelo assumiu que esses detritos formariam um disco em forma de rosquinha ao redor do asteroide pai. Os algoritmos rastrearam o movimento desses fragmentos à medida que eram afetados pela gravidade e colidiam, formando agregados. Os pesquisadores consideraram dois tipos de asteroides pais, semelhantes ao Ryugu e ao Didymos em tamanho e densidade.

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