Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de agosto de 2024 · 2 min de leitura ·

Cientistas deixaram moscas bêbadas para entender melhor o ser humano

Cientistas deixaram moscas bêbadas para entender melhor o ser humano

Você pode até gostar de beber sozinho, mas é inegável que beber e socializar estão relacionados, e quando bebemos com outras pessoas em volta a sensação parece ser mais prazerosa. Em busca de desvendar as razões por trás disso, um novo estudo foi realizado.

A nova pesquisa revela por que o álcool faz as pessoas se sentirem mais felizes em ambientes sociais, mas não quando bebem sozinhas. Usando moscas-da-fruta, os cientistas descobriram que a dopamina no cérebro desempenha um papel fundamental na amplificação dos efeitos eufóricos do álcool durante as interações sociais.

O estudo destaca o envolvimento do receptor de dopamina D1 no impacto do álcool no cérebro, oferecendo percepções sobre a vulnerabilidade ao Transtorno por Uso de Álcool (AUD). Esta descoberta pode abrir caminho para uma melhor compreensão e tratamento do AUD.

Embora possam parecer uma escolha pouco convencional para obter conhecimento sobre o comportamento humano, as moscas-da-fruta partilham cerca de 75% dos mesmos genes que causam doenças humanas, e deixá-las bêbadas pode trazer resultados que ajudam a entender o organismo humano quando há consumo de álcool.

A tarefa final dos especialistas foi identificar qual dos cinco receptores de dopamina no cérebro é o que mais contribui neste processo, e descobriu que o receptor de dopamina D1 era mais importante para a reação das moscas ao etanol em um ambiente social.

O próximo passo da equipe é explorar os meandros pelos quais o receptor de dopamina D1 serve como ponto de ligação para os sinais que contribuem para o etanol, a interação social e o AUD.

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