
Uma nova atualização do Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos confirma a tendência de ocorrência do La Niña ainda neste ano. O fenômeno climático é o oposto do El Niño e consiste no resfriamento das águas do Oceano Pacífico.
O último La Niña aconteceu entre 2020 e 2023. Durante este fenômeno climático, a temperatura do Oceano Pacífico na região tropical fica abaixo da média. Esse resfriamento provoca uma série de efeitos, que incluem chuvas mais intensas na Ásia e condições mais secas em algumas áreas da América do Sul.
No Brasil, o fenômeno deve trazer mais chuvas para as regiões Norte e Nordeste. Já o Sul enfrentará um clima mais seco, com possibilidade de geadas tardias e estiagem durante o verão.
Estas condições podem ser favoráveis para a agricultura, especialmente para o cultivo da soja no Rio Grande do Sul, um dos principais produtores do país. Este cenário também pode amenizar os prejuízos causados na região após as enchentes do final de abril e início de maio.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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