Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 20 de agosto de 2024 · 2 min de leitura ·

Como ficar “preso” no espaço pode afetar o senso de tempo dos astronautas

Como ficar “preso” no espaço pode afetar o senso de tempo dos astronautas

No início de junho, Barry Wilmore e Sunita Williams, astronautas da NASA, embarcaram na espaçonave Starliner para uma missão de aproximadamente uma semana na Estação Espacial Internacional (ISS). Aquele foi o primeiro voo tripulado da cápsula da Boeing ao laboratório orbital sob contrato com a agência.  

Já se passaram mais de dois meses da data prevista de retorno à Terra, e, até agora, não se sabe quando (nem como) eles vão voltar para casa. Isso pode levar mais seis meses para acontecer. E uma das questões que essa situação peculiar traz é: como Wilmore e Williams estão lidando com essa espera?

Enquanto as equipes em solo investigam as causas das falhas, uma decisão final sobre o retorno dos tripulantes deve ser anunciada até o fim deste mês.

Esperar nunca é fácil. Em situações normais, já é algo que provoca frustração e ansiedade. Em momentos críticos como esse, a espera pode se transformar em um verdadeiro tormento.

Um dos motivos é que a espera distorce nossa percepção do tempo. Lembre-se da última vez que aguardou um ônibus atrasado, resultados de exames ou uma mensagem de alguém especial. O tempo pareceu voar ou se arrastar nessas ocasiões? Para a maioria das pessoas, o tempo passa lentamente durante a espera, fazendo com que minutos pareçam horas.

Essa sensação acontece porque, quando esperamos, aumentamos o tempo que passamos pensando no tempo. No dia a dia, com a mente ocupada, não damos muita atenção ao tempo, o que ajuda a sensação de que ele passa rápido. No entanto, quando estamos à espera de algo, nosso foco no tempo se intensifica, como se ficássemos “observando o relógio”, o que faz com que os minutos pareçam se arrastar. O estresse e a ansiedade só pioram essa sensação, tornando a espera ainda mais angustiante.

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