Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de agosto de 2024 · 2 min de leitura ·

Câmara funerária da Idade do Bronze é descoberta em pântano

Câmara funerária da Idade do Bronze é descoberta em pântano

Uma tumba notável, descoberta em um pântano isolado no sudoeste da Inglaterra, pode oferecer novas perspectivas sobre como era a vida a cerca de quatro mil anos, na Idade do Bronze. 

Segundo um comunicado, o achado, localizado no Parque Nacional de Dartmoor, foi inicialmente identificado em maio, mas só começou a ser escavado este mês, quando os arqueólogos perceberam que a câmara funerária estava se desgastando na turfa.

A tumba, uma cova de aproximadamente um metro quadrado, estava coberta por três grandes pedras de granito. Com base na datação por radiocarbono de carvão encontrado no interior, estima-se que a sepultura tenha sido usada por volta de 1800 a.C. 

Ao remover as pedras, os arqueólogos descobriram pedaços de madeira incrivelmente bem preservados, além de 30 centímetros de material de preenchimento. O túmulo foi então cuidadosamente transferido para um laboratório, onde será executada uma microescavação detalhada que revelará todos os itens enterrados.

Localizada em uma pequena área úmida em Cut Hill, uma das elevações mais altas de Dartmoor, a tumba se junta a outra descoberta semelhante feita em 2011 em Whitehorse Hill, também em Dartmoor. A sepultura de Whitehorse Hill, datada entre 1730 e 1600 a.C., continha os restos cremados de um jovem adulto, além de artefatos notavelmente preservados devido à falta de oxigênio na turfa, como uma pele de urso pardo, tecidos e um colar com mais de 200 contas de diversos materiais, incluindo âmbar.

Esses enterros oferecem uma visão rara e detalhada sobre a vida na Inglaterra da Idade do Bronze. As contas de âmbar, por exemplo, indicam que os habitantes de Dartmoor estavam conectados a uma rede de comércio que se estendia até a região do Báltico, mostrando que não eram tão isolados quanto se poderia imaginar.

Compartilhe