
O Egito Antigo foi uma das maiores civilizações da história da humanidade. E governar este poderoso império não era tarefa fácil (nem algo permitido para as mulheres). No entanto, uma faraó rompeu esta tradição e se tornou uma das maiores governantes do Egito, embora seu legado tenha sido apagado.
O grande desafio de Hatshepsut dizia respeito a legitimidade para governar. Filha de Tutmés I e sua esposa Ahmose, ela tornou-se governante depois de se casar com seu meio-irmão, Tutmés II. Quando ele morreu em 1479 a.C., a monarca foi nomeada regente de seu enteado Tutmés III, que era jovem demais para assumir o trono sozinho.
Apesar de se esperar que renunciasse ao poder quando o jovem rei atingisse a maioridade, Hatshepsut tinha outras ideias e se declarou faraó, mantendo o trono até sua morte em 1458 a.C. Para fortalecer sua reivindicação, ela se retratou como um homem em inúmeras estátuas e afrescos.
Quando Tutmés III finalmente teve a chance de governar, após a morte de Hatshepsut, ele começou a destruir todos os monumentos construídos em sua homenagem e apagar todas as menções ao seu nome.
Foi somente em 1822 que os arqueólogos finalmente redescobriram o nome de Hatshepsut enquanto decifravam hieróglifos em Deir el-Bahri. Em 1903, o mundialmente famoso egiptólogo Howard Carter conseguiu localizar o sarcófago vazio da faraó no Vale dos Reis, embora mais um século se passasse antes que seu cadáver mumificado fosse identificado no chão de uma tumba menor nas proximidades.
Nos anos seguintes, pesquisadores encontraram os restos de vários monumentos demolidos com o nome de Hapshepsut, que muitas vezes aparece riscado ou coberto pelo de um faraó homem. Após séculos, finalmente a mulher mais poderosa do Egito Antigo recebeu os créditos por suas impressionantes façanhas.
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