
A história da evolução humana é estudada há centenas de anos. Apesar disso, ainda existem algumas dúvidas e mistérios sobre o tema. Agora, uma descoberta pode mudar tudo o que sabíamos até então sobre o nosso passado distante.
Toda esta árvore genealógica citada acima, no entanto, pode ter sido colocada em cheque por uma nova descoberta. A reanálise da mandíbula de um exemplar do Australopithecus anamensis sugeriu que ele teria vivido há cerca de 4,3 milhões.
Além de significar que o indivíduo foi contemporâneo dos primeiros ancestrais humanos, refutando a teoria de que ele teria surgido depois, a descoberta coloca o Au. anamensis em sobreposição temporal com fósseis de Ardipithecus ramidus, espécie provavelmente bípede e geralmente citada como um dos prováveis antepassados do humano moderno.
Os pesquisadores reconhecem que as suas conclusões não são definitivas, mas sugerem que o Ar. ramidus pode não ter sido um ancestral do Au. anamensis. Na verdade, este último pode ser considerado não um ancestral direto, mas muito próximo evolutivamente da linhagem que levou aos humanos atuais.
As conclusões foram descritas em um estudo publicado no Journal of Human Evolution.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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