
Após cerca de sete meses desde a falha do módulo de pouso Peregrine, novos detalhes sobre a missão foram revelados. Lançado em 8 de janeiro, o lander acabou queimando sobre o oceano Pacífico.
A missão, marcada por uma série de contratempos, foi especialmente significativa por ser a primeira do programa comercial de carga lunar da NASA e por estar a bordo do voo inaugural do foguete Vulcan Centaur.
O módulo Peregrine carregava experimentos e artefatos, incluindo bitcoins destinados a estudos lunares. No entanto, após o lançamento, ele passou mais de uma semana vagando no espaço sem alcançar o destino, resultando em sua destruição. Desde então, a Astrobotic Technology, responsável pela espaçonave, tem conduzido uma análise detalhada do fracasso, envolvendo 34 especialistas para identificar a causa principal.
Um relatório divulgado na terça-feira (27) aponta para uma válvula de controle de hélio defeituosa, identificada como PCV2, como a principal culpada pelo insucesso. A PCV2 sofreu uma “perda de capacidade de vedação” devido a uma falha mecânica causada pelo relaxamento dos componentes internos da válvula, conforme explicou John Horack, presidente da equipe de investigação, em uma coletiva de imprensa.
A válvula, essencial para controlar o fluxo de hélio entre os tanques de pressurização e os tanques de oxidante, falhou em manter a vedação adequada, resultando em um vazamento crítico.
Horack comparou o problema com um vazamento de água em uma pia. “A água passa pela vedação e sai do outro lado, mas neste caso, era hélio a alta pressão, o que torna o problema mais complexo.” O relatório revela que o PCV2 era um risco conhecido para a missão.
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