
No início de 2023, dois programas de observação astronômica – Tsuchinshan e ATLAS – descobriram de forma independente o cometa C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS). Este objeto vinha prometendo ser um espetáculo visível a olho nu no céu nos últimos meses de 2024, sendo possivelmente o cometa mais brilhante desde 2007.
Com sua passagem mais próxima da Terra prevista para 12 de outubro, a cerca de 70,6 milhões de km, foi estimado por alguns que o objeto seria mais brilhante até mesmo do que Júpiter e que talvez pudesse ser visível durante o entardecer.
No entanto, em julho, o astrônomo tcheco-americano Zdenek Sekanina publicou uma análise sugerindo que o cometa poderia não resistir à sua jornada, fragmentando-se antes de sua aproximação máxima. Sekanina observou sinais de desintegração à medida que o cometa se aproximava do Sol, levantando dúvidas sobre sua sobrevivência. Ainda assim, quase dois meses após essa previsão, o cometa Tsuchinshan-ATLAS continua a mostrar sinais de estabilidade, sem indícios claros de desintegração.
Atualmente, o objeto pode ser observado no Hemisfério Sul, embora de forma bastante discreta. Em Sydney, Austrália, por exemplo, ele aparece apenas cinco graus acima do horizonte sudoeste, meia hora após o pôr do Sol, em um céu ainda iluminado. Essas condições tornam a medição precisa de seu brilho bastante desafiadora.
Em 12 de agosto, o astrônomo Thomas Lehmann, observando do Chile, estimou a magnitude do cometa em +8,2, indicando um brilho relativamente modesto.
Jonathan Shanklin, da Seção de Cometas da Associação Astronômica Britânica (BAA), destacou ao site Space.com que há variações significativas nas observações de diferentes astrônomos, o que pode influenciar as estimativas de brilho. Ele explicou que alguns observadores consistentemente superestimam ou subestimam o brilho dos cometas, criando uma margem de erro considerável nas medições.
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