Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de setembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Explosão de superfoguete da SpaceX abriu um buraco de plasma na ionosfera

Explosão de superfoguete da SpaceX abriu um buraco de plasma na ionosfera

Cientistas do Instituto de Física Solar-Terrestre de Irkutsk, pertencente ao Ramo Siberiano da Academia Russa de Ciências, registraram pela primeira vez um buraco de plasma na ionosfera após a explosão da espaçonave Starship, da SpaceX. 

Essa descoberta é um passo importante para a compreensão da estrutura do espaço próximo à Terra, conforme relatado pela agência russa de notícias TASS.

Em novembro de 2023, a SpaceX realizou o segundo voo de teste do megafoguete Starship. Após cerca de dois minutos e 40 segundos do lançamento, o primeiro estágio do veículo se separou e explodiu a 90 km de altitude. O módulo principal continuou a subir até 149 km, onde foi destruído por um sistema de segurança autônomo.

A explosão causou uma resposta inesperada na ionosfera, a camada superior da atmosfera rica em íons e elétrons. Segundo Yuri Yasyukevich, pesquisador líder do Instituto de Física Solar-Terrestre, o foguete gerou ondas acústicas atmosféricas em forma de cone, semelhantes às ondas deixadas por um barco em movimento. 

Essas ondas apresentaram uma amplitude elevada e se propagaram na direção norte, em contraste com o comportamento habitual, que é a propagação para o sul durante lançamentos de espaçonaves.

O mais surpreendente foi a formação de um buraco de plasma na ionosfera, uma área onde os elétrons carregados desaparecem. Normalmente, esses buracos são resultado de processos químicos decorrentes da interação com o combustível dos motores. No entanto, o buraco observado após a explosão da Starship foi o primeiro a ser identificado como não químico, causado por uma explosão de origem humana.

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