Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de setembro de 2024 · 2 min de leitura ·

O que a separação dos continentes tem a ver com a falta de oxigênio nos oceanos?

O que a separação dos continentes tem a ver com a falta de oxigênio nos oceanos?

Na era Mesozoica, o oceano não era cheio de vida como vemos hoje, pois houve vários períodos durante os quais suas águas praticamente não tinham oxigênio, o que causou múltiplas extinções em massa. Um recente estudo, publicado na Nature Geoscience, pode ter encontrado o gatilho causador dessa cadeia catastrófica de eventos.

A equipe buscava evidências para apoiar a teoria de que as placas tectônicas podem ter tido um papel nisso tudo. Isso porque o Mesozoico, que durou entre 185 a 85 milhões de anos atrás, também foi a época na qual o supercontinente Gonduana se partiu.

Os pesquisadores, que são da Universidade de Southampton (Inglaterra), encontraram evidências de que, com a separação, múltiplos pulsos de fósforo foram liberados do basalto (rocha vulcânica), tanto no fundo do mar, quanto nos continentes.

Em inspeção mais detalhada, tais pulsos coincidiam com os períodos de escassez de oxigênio nos oceanos, conhecidos como eventos anóxicos oceânicos (OAEs, na sigla em inglês), contudo, eles precisavam entender se ambos estavam relacionados.

Para testar a teoria, os pesquisadores usaram um modelo de computador, chamado modelo do sistema terrestre, para simular o efeito dos pulsos de fósforo na química do oceano. Então, descobriram que ele recriava a sequência de OAEs.

A seguir, precisavam entender como a abundância de fósforo levou à falta de oxigênio e, consequentemente, mudou a forma de desenvolvimento da vida marinha.

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